Após oito dias foragida, Aline Kounz chegou à delegacia acompanhada por advogados; marido, que confessou o crime, nega participação dela no homicídio
VÁRZEA GRANDE – Após oito dias foragida, Aline Kounz, esposa do policial militar Raylton Duarte Mourão, entregou-se à Polícia Civil na manhã desta terça-feira (23). A investigada chegou à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) acompanhada de dois advogados para prestar depoimento sobre seu suposto envolvimento no assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Nunes, de 33 anos.
O crime ocorreu no dia 11 de setembro, no bairro Cohab Canelas, em Várzea Grande. A prisão de Aline havia sido decretada pela Justiça no último dia 15, mas ela permanecia em fuga até esta manhã.
O caso avança enquanto novas informações surgem: no último domingo (21), o PM Raylton Mourão, marido de Aline, foi localizado pela polícia. Em depoimento prestado na segunda-feira (22), ele assumiu a autoria do assassinato, mas isentou a esposa de qualquer participação direta no crime.
Disputa judicial foi motivação do crime
De acordo com o delegado Bruno Abreu, que comanda as investigações, o homicídio teve como pano de fundo uma disputa judicial decorrente de um acidente de trânsito que envolvia a vítima e o casal. “Abreu confirmou que o motivo do crime foi uma disputa judicial em decorrência de um acidente de trânsito envolvendo a vítima e o casal suspeito”, revelou a autoridade policial.
No entanto, o delegado fez uma distinção crucial entre os envolvidos: enquanto o PM e o piloto da motocicleta utilizada no crime tiveram participação direta comprovada, a prisão de Aline foi solicitada com base em sua conduta pós-crime.
Prisão por conduta, não por autoria
“Ela era ré no processo do acidente de trânsito, então tanto ele quanto ela passaram a ser investigados. A partir disso, ela praticou atos que justificaram sua prisão, como fugir e ocultar provas”, explicou o delegado Abreu.
As principais questões que a investigada terá que esclarecer incluem: “Por que não foi ao local? Por que não entregou o telefone? Esses são os pressupostos da prisão: ocultar provas, fugir”, completou o delegado.
Próximos passos
Após ser ouvida na DHPP, Aline Kounz será encaminhada para audiência de custódia no Fórum de Cuiabá, onde um juiz definirá sua situação legal. Enquanto isso, as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do crime que tirou a vida da personal trainer Rozeli.
O caso segue sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, que deve divulgar novas informações após a oitiva da investigada.

