Vítima foi esfaqueada após discussão; PM recupera arma do crime e celular em matagal. Mãe de um dos acusados tentou lavar roupas com sangue para encobrir evidências.
Um crime brutal com elementos de ritualismo chocou a população de Guiratinga nesta semana. Dois jovens, de 22 e 19 anos, confessaram o assassinato de João Victor após uma sequência de eventos que começou num bar e terminou com facadas nas ruas da cidade. O caso ganhou contornos macabros quando um dos acusados afirmou à polícia que agiu movido por um “pacto de riqueza” com uma entidade espiritual.
As investigações começaram quando o corpo da vítima foi localizado. Durante as buscas, os agentes descobriram que o principal envolvido era o próprio morador da casa onde o crime iniciou – um jovem de 22 anos que vivia sozinho no imóvel há cerca de quatro meses. Com informações da vizinhança, a equipe localizou o suspeito numa fazenda a 15 km da cidade, onde trabalhava.
A confissão do crime
Ao ser encontrado, o rapaz de 22 anos não hesitou em confessar. Relatou que havia ingerido bebidas alcoólicas com a vítima primeiro em um bar e depois em um posto de combustíveis. Na sequência, foram para sua residência, onde uma discussão começou quando João Victor tentou beijá-lo. A situação degenerou em violência, com o agressor desferindo múltiplas facadas. A vítima ainda tentou fugir, mas foi alcançada na rua e morta.
O pacto macabro
Enquanto a Polícia Civil analisava imagens de câmeras de segurança, descobriram a presença de outro homem, de 19 anos, acompanhando a dupla pouco antes do crime. Localizado pelos investigadores, o jovem inicialmente negou envolvimento, mas depois admitiu participação no assassinato.
Em depoimento que chocou os investigadores, o mais novo confessou que agiu por causa de um “pacto de riqueza” com uma entidade chamada “Tranca Rua”, que teria exigido um sacrifício humano. Os policiais encontraram resíduos de vela no bar onde ele afirmou ter realizado o ritual, confirmando parte de sua declaração.
Tentativa de encobrimento
Na casa do suspeito mais novo, a mãe entregou às autoridades as roupas usadas no crime – que haviam sido lavadas na tentativa de eliminar vestígios de sangue. As peças foram recolhidas e encaminhadas para perícia, que determinará se o material ainda guarda evidências cruciais para o caso.
Durante as diligências, a Polícia Militar encontrou a faca usada no assassinato e o celular da vítima em uma área de matagal. Os dois acusados foram levados à Delegacia de Guiratinga, onde permanecem detidos.
A investigação continua apurando todas as circunstâncias do homicídio e o real envolvimento dos autores no ritual macabro que resultou na morte de João Victor.