Justiça foi feita, diz mãe após assassino de seu filho de 9 anos ser executado

João Aguiar | RDNews Josiana da Silva, mãe do menino de 9 anos que foi estuprado e morto em 2005, afirmou que, com a execução de João Ferreira da Silva, apontado como autor do crime, a Justiça foi feita. João foi morto a tiros na quarta-feira (10), em Sinop (MT), um dia após deixar a Penitenciária Osvaldo Ferreira Leite. Como já informado pelo , João havia sido condenado a 42 anos de prisão, por estupro de vulnerável, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, contra o filho de Josiana, e condenado a 10 anos por atentado violento ao pudor contra outra criança. Ele teve a progressão de regime fechado para semiaberto na terça-feira (9), 20 anos após o crime, por “bom comportamento carcerário”. Na quarta, enquanto estava em uma pousada, foi executado a tiros. Em entrevista ao programa Cidade Alerta, da TV Vila Real, Josiana conta que, após saber da morte do assassino do filho, foi até o local. Lá, teve um misto de dor e revolta. “A Justiça foi feita, mas, pra mim, demorou muito tempo pra ser feita. Eu tive a coragem de ir lá no local para ver a cara dele. Mas me arrependi de ter ido, porque eu fiquei com ódio, com vontade de matar ele de novo”, desabafa. Josiana ainda pede perdão a Deus pelo sentimento de felicidade com a morte de João Ferreira. “Eu peço perdão a Deus, porque ele era uma vida também. Peço perdão a Deus por eu estar feliz. Estou feliz, não pelo meu filho, mas por ele não matar mais ninguém. Nenhuma criança não vai ser morta mais por ele”, afirma. Por fim, ela afirmou que sente saudades do filho, que hoje teria 29 anos. “Hoje eu poderia ter meus netos, filhos dele, e não tenho. Poderia ter ele, um homem [crescido], e não tenho. Dói todos os dias”, termina. Execução João Ferreira da Silva, de 75 anos, foi executado a tiros, na manhã de quarta-feira (10), em frente a uma pousada em Sinop. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um suspeito usando moletom preto, calça jeans, máscara e boné se aproxima da porta de entrada da pousada, entra, possivelmente chama a vítima para fora, ambos saem e o suspeito aponta a arma de fogo contra João. A arma falha algumas vezes, até que o suspeito força a vítima a ir mais para frente, sempre mexendo na arma para que funcione, até que consegue atirar contra João, que estava de costas. Um homem que também aparece no vídeo, usando roupas e um gorro preto, é suspeito de ajudar no crime, tendo entrado na pousada e saído durante o crime, além de fugir após os tiros. A Polícia Civil investiga o crime. Fonte: RDN
Celebra Rondonópolis apresenta cantora Maria Marçal nesta sexta feira

Celebração Com apoio do deputado estadual Thiago Silva, Rondonópolis recebe nesta sexta-feira (12), às 19h, na Praça da NC Imóveis, na Avenida Goiânia, no bairro Jardim Buriti, a 3ª edição do “Celebra Rondonópolis”, que terá como atração principal a cantora gospel Maria Marçal, uma das maiores revelações da música cristã no país. O evento também contará com apresentações de artistas regionais. A programação, que já integra o calendário oficial do município, é realizada com apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, do Governo do Estado e do Conselho de Pastores de Rondonópolis (Coparo). Segundo o deputado Thiago Silva, a vinda da artista atende ao pedido de grande parte da comunidade evangélica. “Muitas pessoas pediram o nome da Maria Marçal, e estamos garantindo esse presente para a nossa cidade na semana em que Rondonópolis comemora 72 anos. Hoje vai ser uma bênção o Celebra, e convidamostoda a população para louvar a Deus e declarar que Rondonópolis é do Senhor Jesus”, afirmou o parlamentar, que preside a Frente Parlamentar Evangélica em Mato Grosso. Com mais de 2 milhões de inscritos no YouTube e 3,4 milhões de ouvintes no Spotify, Maria Marçal se consolidou como uma das vozes mais influentes da música gospel contemporânea, com sucessos como “Deserto”, “Deixa”, “Espelho” e “Cura”. A cantora foi indicada ao Prêmio Multishow 2023 na categoria Cristã do Ano e venceu o Troféu Gerando Salvação em 2022 e 2024. O Celebra Rondonópolis chega à sua terceira edição após receber artistas de renome nacional, como Anderson Freire e Valesca Mayssa, atraindo milhares de pessoas. Além do evento, o deputado Thiago Silva também foi responsável pela realização da 1ª Marcha para Jesus de Rondonópolis, que contou com a participação dos cantores Jefferson e Suellen, reforçando seu compromisso com a comunidade cristã do município. assessoria de imprensa Henrique Pimenta
“Não vejo alternativa além da prisão perpétua”, afirma Virginia Mendes ao condenar feminicídio em Cotriguaçu

A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, condenou o assassinato de Fabiana Cruz Amorin, de 37 anos, vítima de feminicídio na madrugada desta quinta-feira (11/12), em Cotriguaçu. O crime chocou o estado pela brutalidade e pelo histórico criminal do suspeito, um homem de 31 anos que já havia sido preso e acumulava inúmeras passagens pela polícia, incluindo estupro de vulnerável de uma criança de 11 anos, mas que, mesmo assim, estava em liberdade. Virginia Mendes afirmou que situações como essa evidenciam falhas graves na legislação brasileira, que não oferece proteção suficiente às mulheres e permite que criminosos reincidentes voltem a circular livremente. “As leis atuais apresentam inúmeras brechas que permitem que autores de crimes graves sejam colocados em liberdade. Essas brechas acabam sendo exploradas no âmbito judicial, resultando na soltura dos acusados. Por isso defendemos uma legislação mais rígida, que não permita interpretações que favoreçam esses criminosos. A prisão perpétua, nesse contexto, é a única medida capaz de garantir que indivíduos extremamente perigosos permaneçam efetivamente privados de liberdade”, declarou. A primeira-dama destacou ainda que o caso de Cotriguaçu reforça a urgência de mudanças profundas no Código Penal e citou exemplos internacionais que já adotam medidas mais severas para crimes graves. “A Itália aprovou prisão perpétua para casos de violência extrema. Isso é um exemplo que deveria ser seguido no Brasil. Quantas mulheres mais vão morrer até entendermos que leis brandas protegem criminosos e não as vítimas? É preciso coragem para mudar a legislação e proteger quem está sendo assassinado diariamente”, afirmou. Segundo informações da Polícia Militar, o suspeito foi preso em flagrante poucas horas após o crime. A ação teve início quando a ex-esposa do agressor procurou a polícia em Juína, apresentando fotos e vídeos enviados pelo próprio suspeito após o assassinato de Fabiana. A denunciante relatou ainda que ele utilizou as imagens para ameaçá-la. Os policiais localizaram o homem em Cotriguaçu, onde ele confessou ter esfaqueado a vítima após uma discussão. A PM ressaltou a rapidez da ação, mas destacou que, apesar das prisões anteriores, o agressor seguia em liberdade. Para Virginia Mendes, esse é o ponto central do problema. “A polícia prende. A justiça solta. E quem paga com a vida são as mulheres. Esse ciclo precisa ser interrompido. Não podemos mais normalizar crimes bárbaros como esse. Punir com rigor é proteger vidas”, concluiu. Fonte: RDN
Ovinos têm comercialização intensificada no Rio Grande do Sul

Aumenta a demanda de ovinos para abate para as festas de fim de ano, intensificando a comercialização de lã e de animais. No Rio Grande do Sul, os rebanhos ovinos apresentam escore corporal e estado sanitário adequados e a temporada de tosquia continua. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (04/12), em algumas regiões, a menor oferta elevou os preços praticados. Os produtores preparam lotes para participação nas feiras e exposições que ocorrem até o final da primavera. Os manejos prioritários no período incluíram o controle de verminoses e a tosquia dos animais adultos. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Gabriel, os trabalhos de esquila se aproximam do encerramento, e seguem os relatos de facilidade na comercialização da lã. Na região de Passo Fundo, houve disponibilidade adequada de alimentos e temperaturas favoráveis para o bem-estar dos rebanhos. A lã bruta seguiu com baixa valorização, poucos compradores e preços em torno de R$ 2,00/kg, mas a demanda por carne aumentou. Na região de Soledade, o rebanho ovino está sendo manejado em campos nativos, que ainda apresentam boa oferta de volumoso. Prossegue a seleção de matrizes, com a incorporação de novas borregas e aquisição de carneiros, além da realização de desmames. Já na região de Pelotas, algumas propriedades realizaram o controle de piolhos logo após a esquila, e houve relatos de dificuldade na eliminação desse ectoparasita. Fonte: RDN
Colheita do trigo é finalizada no Rio Grande do Sul

A colheita do trigo no Rio Grande do Sul está em finalização, restando apenas 1% por colher nas áreas localizadas em altitudes elevadas do Planalto e dos Campos de Cima da Serra, onde o ciclo se alongou, em razão do maior período vegetativo. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (11/12), na região de Caxias do Sul a colheita do trigo avançou, em decorrência dos aproximados 20 dias sem precipitações, e atinge 80% da área cultivada. A produtividade média regional está elevada, próxima a 3.800 kg/ha, com PH geralmente acima de 80 kg/hl. As melhores lavouras alcançaram 6.000 kg/ha. A área cultivada de trigo no Estado está estimada em 1.154.284 hectares. A produção deve alcançar 3.437.785 toneladas. A produtividade média final, estimada pela Emater/RS-Ascar, é de 3.012 kg/ha, valor semelhante à projeção inicial, realizada no período de semeadura (2.997 kg/ha), e inferior à estimativa intermediária de outubro (3.261 kg/ha), quando as lavouras apresentavam melhor potencial produtivo. A redução final se deve principalmente às chuvas ocorridas na transição de outubro para novembro, que coincidiram com o avanço da colheita em parte do Estado e provocaram perdas de massa e de qualidade dos grãos. Além disso, os efeitos da maior incidência de doenças fúngicas, especialmente giberela, que atingiu parte das espigas, reduziu o volume efetivamente colhido. No Estado, houve diferenças significativas nas produtividades do trigo em decorrência das condições climáticas e dos níveis de investimento tecnológico, resultando em faixas distintas de rendimento. As zonas de maior rendimento, situadas acima de 3.500 kg/ha, abrangem as regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Passo Fundo e Erechim, onde as características ambientais locais e o manejo com maior uso de insumos permitiram preservar o potencial produtivo. Na faixa intermediária, entre 2.700 kg/ha e 3.300 kg/ha, estão as de Frederico Westphalen, Ijuí, Lajeado, Pelotas, Santa Maria, Santa Rosa e Soledade, que registraram produtividade satisfatória, mas maior variabilidade em função da interferência moderada das chuvas e do manejo fitossanitário. Já a faixa de menor produtividade, abaixo de 2.500 kg/ha, incluí as regiões de Bagé e Porto Alegre, sendo a primeira mais afetada pela instabilidade climática, especialmente na Fronteira Oeste e a metropolitana, tradicionalmente por menores investimentos em insumos. Em termos qualitativos, os grãos apresentam adequada classificação industrial, sobretudo em áreas conduzidas com maior nível tecnológico, em que o peso hectolitro (PH) ficou frequentemente acima de 78 kg/hl e, em diversos casos, superaram 80 kg/hl. Entretanto, nas áreas de menor investimento tecnológico, registrou-se qualidade satisfatória: grande parte da produção apresentou PH 78, e em alguns casos próximo a 76. Aveia-branca – A colheita foi concluída no Estado. O desempenho da safra manteve-se próximo ao esperado. A qualidade física dos grãos é elevada, com PH dentro dos padrões. Houve apenas perdas localizadas por excesso de chuva na implantação ou por geadas em lavouras mais precoces. Parte expressiva da produção permanece estocada nas propriedades e será utilizada para alimentação animal. A área de aveia-branca foi projetada pela Emater/RS-Ascar é de 398.885 hectares, e a produtividade final, de 2.404 kg/ha, totalizando 958.938 toneladas produzidas. Canola – A colheita da canola está concluída no Estado. A produtividade média final está estimada em 1.644 kg/ha, apresentando leve redução em relação às expectativas iniciais em função de falhas de estande e dos processos erosivos decorrentes de eventos climáticos adversos durante o estabelecimento das lavouras. A área cultivada totalizou 176.076 hectares, segundo levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar, e a produção, 289.445 toneladas. Cevada – A colheita da cevada se encontra tecnicamente concluída no Estado, restando apenas áreas pontuais nos Campos de Cima da Serra, que somam cerca de 300 hectares, mas não alteram estatisticamente os resultados. Os rendimentos da Safra 2025 foram adequados em produtividade e em qualidade industrial. Segundo a Gerência de Classificação e Certificação (GCC) da Emater/RS-Ascar, os grãos apresentam calibre elevado, capacidade de germinação exigida e baixa incidência de defeitos de origem microbiana (DOM). A concentração proteica situou-se abaixo do ideal, o que é esperado em cenários de elevada produtividade e de adequada disponibilidade hídrica ao longo do ciclo. De modo geral, a qualidade obtida atende às especificações da indústria cervejeira. A Emater/RS-Ascar estima área cultivada em 33.513 hectares e produtividade final em 3.486 kg/ha, desempenho considerado superior ao registrado nas demais culturas de inverno, ainda que a área implantada seja pouco expressiva. A produção está estimada em 110.207 toneladas. CULTURAS DE VERÃO Soja – A semeadura da soja foi dificultada até o último domingo (07/12) em função da acentuada restrição hídrica no solo. O predomínio de temperaturas elevadas, a baixa umidade e a irregularidade das precipitações abreviaram os trabalhos de campo e prejudicaram o estabelecimento das áreas implantadas de forma tardia, especialmente aquelas conduzidas em condições de solo seco. A área plantada totaliza 76% da projetada. As lavouras de soja estão em desenvolvimento vegetativo. Nas áreas semeadas até 15/11, o estande está satisfatório, assim como o desenvolvimento, que ainda não expressa estresse hídrico severo devido ao baixo índice foliar, típico da fase inicial. Entretanto, nas lavouras implantadas posteriormente, a emergência está desuniforme, com sementes em diferentes estágios fisiológicos no mesmo talhão, situação que tende a aumentar a variabilidade intralavoura. No período, os produtores que dispõem de irrigação suplementar acionaram os sistemas, reduzindo riscos de perdas iniciais. Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha. Milho – A área semeada permanece em 89%, em razão da persistente escassez de chuvas, por três semanas até o último domingo (07/12). A onda de calor intensificou a evapotranspiração e reduziu a umidade do solo. O estresse hídrico atingiu lavouras em todas as fases, com efeito mais marcante nas áreas em estádio reprodutivo (60%), período considerado crítico para a definição de produtividade. Nessas áreas, há perdas no potencial produtivo e na qualidade. Porém, a magnitude das perdas varia conforme a região, as condições de solo e o material genético utilizado. Nas lavouras de milho irrigadas, o desenvolvimento da cultura está excelente, favorecido pelas temperaturas
Quatro são condenados por assassinato de adolescente em Restinga Sêca

Encerrou por volta das 23h50min desta quinta-feira, dia 11, o Júri Popular referente ao assassinato de Gabriela Ferreira Glasenapp, de 15 anos, em Restinga Sêca, crime ocorrido no dia 14 de novembro de 2021. Com dois dias de trabalhos realizados no Fórum da Comarca de Restinga Sêca, o Conselho de Sentença definiu a seguinte pena aos cinco réus: – Tiago dos Santos Rosa: condenado a 13 anos, 8 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado pelos crimes de ocultação de cadáver e organização criminosa. – Vinicio Gentil Souza: condenado a 17 anos e 3 meses em regime fechado pelos crimes de extorsão qualificada e organização criminosa. – Patrick Rafael Mera da Silva: condenado a 42 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado consumado, ocultação de cadáver e organização criminosa. – Kamila Bartelt Ferreira da Silva: condenada a 15 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado pelos crimes de extorsão qualificada e organização criminosa. O quinto réu, acusado de ser o mandante do assassinato, foi absolvido. Júri foi presidido pela juíza Rosangela Vieira, com acusação dos promotores Sara Weiser Martins e Lucas Cruzeiro Codeceira. Atuaram na defesa dos réus os advogados Evelyn Moraes dos Santos, Luiz Guilherme de Oliveira Alvarez, Suelen Braga Rosa, Suelen Carvalho de Freitas, Andressa da Silva Zanini e Leonardo Sagrilo Santiago. Fonte: Rádio Integração FM 98.5 Fonte: RDN
Operação mira esquema de fraudes em licitações de merenda, cozinha e limpeza no RS

Operação mira esquema de fraudes em licitações de merenda, cozinha e limpeza no RS Foto: Políca Civil/ Oito empresas são alvo da Operação Regenerare, deflagrada nesta sexta-feira para apurar a existência de um esquema de manipulação de licitações realizados pelo Governo do Rio Grande do Sul para contratação de serviços terceirizados de limpeza, copa, merenda, cozinha e outros. São cumpridos dez mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 60 milhões nas contas dos investigados, em Porto Alegre e na Região Metropolitana. De acordo com a 2ª Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública, essas companhias teriam atuado de forma coordenada, simulando competição em pregões e dispensas eletrônicas, frustrando o caráter competitivo e restringindo a concorrência real. Os indícios surgiram a partir de análises técnicas da CRPJ (comissão conjunta entre a Procuradoria-Geral do Estado e a Contadoria e Auditoria-Geral do Estado), com o apoio de dados da Central de Licitações do Estado, que identificou padrões anômalos na disputa de licitações. Com o avanço das apurações, foi possível identificar conexões diretas entre as pessoas por trás das empresas, demonstrando que parte significativa dos quadros societários era composta por laranjas,, inseridas formalmente para mascarar a real participação dos beneficiários finais do esquema. A prática investigada compromete a competitividade das licitações e permite que um mesmo grupo controle setores inteiros de contratações e gere prejuízos diretos ao Estado na execução contratual. Em diversos casos, empresas nessas condições não possuíam capacidade operacional adequada, acumulando falhas na prestação dos serviços e deixando passivos trabalhistas que acabam sendo assumidos pelo próprio Estado, que se vê obrigado a pagar duas vezes: pelo contrato fraudado e pelos débitos trabalhistas decorrentes da má gestão das empresas envolvidas. Uma das empresas teve por um período de dois anos, como proprietário, um condenado pela prática do crime de roubo, que permaneceu com tornozeleira eletrônica. Nesse período a empresa venceu 15 certames públicos e contratou mais de R$ 2 milhões. Outra empresa teve como sócio proprietário um morador de rua, com diversos antecedentes policiais. Fonte: RDN
Padre que abusou sexualmente de menores na igreja é proibido de trabalhar fora da prisão em MT

Do g1 MT O padre Nelson Koch, de 54 anos, acusado de abusar sexualmente de crianças e adolescentes em uma igreja onde trabalhava em Sinop (MT), teve um pedido para trabalhar fora da Penitenciária Osvaldo Florentino Leite Ferreira negado. O processo corre sob sigilo. A Justiça cita que o pedido foi negado por ele não cumprir o “requisito de cumprimento de pena mínima” para solicitar a mudança. De acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), para que seja possível o exercício de trabalho externo, é necessário ter cumprido, pelo menos, 1/6 da pena. O pedido feito pelo advogado Carlos Alberto Koch alega que a vítima já vinha exercendo o trabalho externo há mais de um ano em ambiente fiscalizado, fazendo o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, ele foi proibido de continuar devido a um processo de agravamento de pena que aguardava julgamento. A defesa alega que a decisão afronta os “princípios da proteção da confiança, da proporcionalidade, da dignidade da pessoa humana e da presunção de inocência”. Nelson foi preso pela primeira vez no dia 17 de janeiro de 2022. A defesa do padre chegou a pedir prisão domiciliar, que foi negado pelo STF. Ele foi condenado a 48 anos de prisão por denúncias de importunação sexual e estupro de vulnerável contra três adolescentes. Relembre o caso Em fevereiro de 2022, foi emitido um mandado de busca e apreensão em uma chácara onde o padre morava após denúncia importunação sexual e estupro de vulnerável. Uma das vítimas, na época com 15 anos, relatou à Polícia Civil, que começou a ser abusada pelo religioso quando tinha 7 anos. De acordo com o delegado, a mãe de um dos adolescentes declarou que o filho trabalhava desde 2021 na igreja liderada pelo religioso e teria sofrido abusos sexuais praticados em diferentes períodos. Outro adolescente, de 17 anos, também ouvido pela Polícia Civil, confirmou que o padre havia cometido estupros contra ele por três anos. Depois, mais duas pessoas procuraram a Polícia Civil relatando que foram vítimas dele quando eram crianças e adolescentes. Uma das vítimas relatou que sofreu abusos quando tinha 9 anos. Os pais dele e o padre eram amigos. Em confiança, os pais deixavam ele e o irmão mais novo na casa do padre quando participavam de festas na paróquia. “Nesses momentos que a gente ficava lá, o padre tinha comportamentos, vamos dizer assim, brincadeiras que na época não via com malícia. Eram carícias, de ficar colocando no colo, ficar deitando e me deitando por cima, chamar para um quarto para deitar na cama. Na primeira eucaristia, você tem aquela primeira confissão que você faz com um padre. Eu estava nervoso em um nível absurdo. Não conseguia falar”, disse uma das vítimas. As vítimas, conforme apontou as investigações, eram ameaçadas pelo líder religioso, que afirmava ser uma pessoa de influência na comunidade. A Polícia Civil informou que, numa entrevista preliminar durante o trajeto até a delegacia, o suspeito lamentou o ocorrido e afirmou que tudo o que ele fez foi consentido pelas vítimas. Segundo o delegado, o religioso demonstrou arrependimento e chorou afirmando que deixaria de ser padre e que queria preservar a igreja, ‘Armação’ Durante as investigações, o padre disse, por meio dos advogados de defesa, que foi vítima de uma armação de um dos adolescentes que o denunciou. A defesa afirmou à época que o cliente era inocente e negou que ele tenha confessado o crime à Polícia Civil. Fonte: RDN