PRF divulga balanço da Operação Corpus Christi 2026 em Mato Grosso

BALANÇO OPERAÇÃO CORPUS CHRISTI Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulga o balanço da Operação Corpus Christi 2026 em Mato Grosso. A mobilização ocorreu entre os dias 3 e 7 de junho, período em que as equipes intensificaram a fiscalização e o policiamento nas rodovias federais com foco na preservação de vidas, na segurança viária e no enfrentamento à criminalidade. Durante a operação, foram registrados 35 sinistros de trânsito nas rodovias federais do estado. Desses, cinco resultaram em óbitos, totalizando seis mortes. As ocorrências fatais foram registradas nos municípios de São Pedro da Cipa (BR-364), Sorriso (BR-163), Guarantã do Norte (BR-163) onde ocorreram dois sinistros distintos e Diamantino (BR-364). Entre os sinistros fatais, as principais foram saída de leito carroçável, colisão frontal, colisão lateral e atropelamento. O balanço indica que fatores como ausência de reação do condutor e reação tardia ou ineficiente estiveram associados a parte das ocorrências mais graves registradas durante o feriado. Durante a operação, a PRF empregou 556 policiais em regime de revezamento. As equipes realizaram 4.060 testes de alcoolemia, quase 30 horas de fiscalização com radar portátil e registraram 606 imagens de veículos em excesso de velocidade. Também foram fiscalizadas 7.097 pessoas e 5.778 veículos. Entre os veículos abordados estavam 1.431 automóveis, 3.453 veículos de carga, 591 motocicletas e 62 ônibus. A fiscalização resultou em 2.443 autos de infração, sendo 1.737 lavrados durante abordagens e 706 sem abordagem direta. Entre as principais irregularidades registradas estão embriaguez ao volante, recusa ao teste do bafômetro, uso de celular enquanto dirige, não uso do cinto de segurança, criança sem dispositivo de retenção, ultrapassagens indevidas e descumprimento do tempo de descanso obrigatório para motoristas profissionais. No período, foram registradas 44 autuações relacionadas à alcoolemia, sendo seis por constatação de embriaguez e 38 por recusa ao teste. Seis pessoas foram presas por embriaguez ao volante. As equipes também recolheram 153 veículos e 539 documentos de licenciamento por irregularidades. Além da segurança no trânsito, a operação também teve foco no combate ao crime. Durante o feriado, foram registradas 31 ocorrências policiais, com 25 pessoas detidas, destaca-se a apreensão de aproximadamente 130 kg de skunk em Primavera do Leste e 30 kg de maconha em Rondonópolis totalizando 166 kg de drogas retiradas de circulação. As equipes também apreenderam munições, 104,54 m³ de madeira e recuperaram um veículo produto de furto. A Operação Corpus Christi integra o calendário nacional de ações da PRF voltadas à preservação de vidas, à promoção da segurança viária e ao enfrentamento à criminalidade, especialmente nos períodos de aumento do fluxo de veículos nas rodovias federais. fonte: Assessoria de imprensa PRF RONDONÓPOLIS
Wesley fora da Copa: entenda o que é a lesão grau três no músculo que tirou jogador do Mundial

Ressonância confirmou lesão no músculo adutor; com o Brasil estreando em seis dias, não há tempo de recuperação. Estimativa é de 40 dias até retorno aos campos. Por Poliana Casemiro, g1 Wesley não vai defender a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. O lateral-direito da Roma foi diagnosticado com uma lesão grau três no músculo adutor da coxa esquerda. De acordo com especialistas, esse tipo de lesão exige mais de 8 semanas de recuperação — tempo que o jogador não tem. O Brasil estreia em seis dias. No jogo deste sábado (6) contra o Egito, Wesley sentiu dores e teve que ser substituído. Ele passou por exame de imagem, e a ressonância magnética constatou a lesão no músculo adutor da coxa esquerda. Segundo o médico especialista em medicina do esporte Carlos Eduardo Viterbo, as lesões musculares são as mais frequentes no futebol. Ele explica que elas são classificadas em três níveis: Grau 1: a ruptura é microscópica, sem lesão visível a olho nu, mas detectável na ressonância magnética. O tempo de recuperação é de duas a quatro semanas. Grau 2: é a ruptura parcial das fibras musculares, com comprometimento visível. É considerada uma lesão mais grave, com recuperação estimada entre quatro e oito semanas. Grau 3: é a ruptura total do músculo, podendo exigir cirurgia em alguns casos. É a lesão mais grave, com afastamento superior a oito semanas, mas podendo chegar até 12. O médico explica que, ainda que esse tipo de lesão não exija cirurgia e não comprometa a funcionalidade do jogador a longo prazo, a Copa do Mundo é um campeonato com muito desgaste e intervalo curto entre os jogos. Isso acaba inviabilizando que um jogador com esse tipo de lesão consiga jogar. “Se o paciente voltar antes da recuperação, ele vai lesionar de novo. No primeiro movimento que exige explosão ou estiramento muscular maior, ele vai se machucar de novo”, explica Viterbo. A lesão de Wesley é do mesmo tipo de Neymar. No entanto, no caso do atacante, o jogador já vinha em processo de recuperação há mais tempo. Isso faz diferença: quanto antes o tratamento começa, maiores as chances de o atleta estar disponível até o início do torneio.