A crise que pode redefinir a política de Mato Grosso

Artigo | Opinião Por Luiz Carlos Benitt – Jornalista político A Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, inaugura um dos capítulos mais delicados da história política recente de Mato Grosso. Pela primeira vez, um acordo milionário firmado entre o Governo do Estado e a empresa de telefonia Oi tornou-se objeto de investigação direta da Polícia Federal, sob suspeita da prática de crimes que vão desde peculato e lavagem de dinheiro até delitos contra o Sistema Financeiro Nacional. No centro das investigações está o acordo celebrado em 2024 entre o Estado e a Oi, que resultou no pagamento de aproximadamente R$ 308,1 milhões referentes a uma disputa tributária iniciada em 2009. Segundo a investigação, após a celebração do acordo, teria sido criada uma complexa engenharia financeira baseada em direitos creditórios e fundos de investimento em cascata, mecanismo que, conforme as suspeitas da Polícia Federal, poderia ter servido para ocultar a destinação final dos recursos públicos. As investigações ganharam impulso decisivo após as representações formuladas pelo ex-governador e advogado Pedro Taques. Ao longo de 2026, Taques protocolou denúncias junto à Procuradoria-Geral da República e ao Tribunal de Contas do Estado, além de ingressar com uma ação popular questionando a legalidade do acordo. Entre outros pontos, sustentou a eventual ausência de autorização legislativa para aspectos da operação e pediu o bloqueio de bens dos envolvidos. Com base nesse conjunto de elementos, o ministro Flávio Dino autorizou uma ampla operação da Polícia Federal. A decisão, que permanece sob sigilo, determinou o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão, além da adoção de medidas cautelares, como o bloqueio e a indisponibilidade de bens no valor aproximado de R$ 316 milhões, a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, o recolhimento de passaportes e a proibição de contato entre alguns dos alvos. Entre os investigados estão o ex-governador Mauro Mendes, o ex-chefe da Casa Civil Fábio Garcia, familiares de agentes políticos, outras pessoas apontadas nas investigações e integrantes do Judiciário mato-grossense. Até o momento, não há condenações, e todos os investigados têm assegurados o direito ao contraditório e à ampla defesa. Segundo a Polícia Federal, há indícios de que os recursos provenientes do acordo tenham percorrido uma cadeia de fundos de investimento administrados por instituições financeiras, chegando posteriormente a empresas ligadas a pessoas próximas ao núcleo político investigado. É justamente esse fluxo financeiro que deverá ser submetido à perícia técnica da PF, que buscará identificar eventual desvio de finalidade, lavagem de dinheiro ou favorecimento ilícito. Caso as suspeitas sejam confirmadas ao longo da investigação e em eventual processo judicial, as consequências poderão ser profundas. Além das responsabilidades penais individuais, o caso poderá gerar ações de improbidade administrativa, pedidos de ressarcimento ao erário, nulidade de atos administrativos e impactos políticos significativos para os envolvidos, especialmente em período eleitoral. Por outro lado, se as investigações não confirmarem as suspeitas, os investigados poderão ser absolvidos ou ter os procedimentos arquivados, em respeito ao devido processo legal. O episódio também reacende um antigo debate sobre os mecanismos de controle dos grandes acordos firmados entre governos e empresas privadas. Quando cifras superiores a R$ 300 milhões são movimentadas por estruturas financeiras sofisticadas, aumenta a responsabilidade dos órgãos de fiscalização e das instituições de controle em assegurar transparência, legalidade e proteção ao patrimônio público. Independentemente do desfecho judicial, a Operação Heritage já produziu um efeito político imediato: colocou Mato Grosso novamente no centro das atenções nacionais. A investigação conduzida pela Polícia Federal, sob a supervisão do Supremo Tribunal Federal, poderá estabelecer um importante precedente para a fiscalização de operações financeiras envolvendo recursos públicos e reforça que denúncias dessa natureza devem ser apuradas com rigor, imparcialidade e absoluto respeito às garantias constitucionais.
Vereador Ibrahim Zaher é confirmado como segundo suplente de Janaina Riva ao Senado

Vereador de Rondonópolis passa a integrar a chapa da candidata do MDB ao Senado, que tem a ex-delegada Ana Cristina Silva Feldner Martins como primeira suplente. A candidata ao Senado pelo MDB, Janaina Riva, definiu a composição de sua chapa de suplentes. A primeira suplência será ocupada pela advogada e ex-delegada da Polícia Civil Ana Cristina Silva Feldner Martins, enquanto o vereador de Rondonópolis Ibrahim Zaher ficará na segunda suplência. Ana Cristina Silva Feldner Martins é advogada e ex-delegada da Polícia Civil de Mato Grosso. Nascida em Goiás, recebeu o título de cidadã mato-grossense pelos serviços prestados ao Estado. Ao longo de mais de duas décadas de atuação na segurança pública, comandou investigações de grande repercussão, com destaque para operações de combate ao crime organizado e à corrupção, entre elas a chamada “Grampolândia Pantaneira”. Em 2025, aposentou-se da Polícia Civil, após 21 anos de carreira, para atuar na iniciativa privada. Na segunda suplência, Ibrahim Zaher representa a força política do sul de Mato Grosso. Empresário e administrador de empresas, iniciou sua trajetória política em 2012, quando foi eleito vereador em Rondonópolis. Presidiu a Câmara Municipal no biênio 2013/2014 e atualmente exerce seu segundo mandato pelo MDB. Também foi líder do governo no Legislativo e tem atuação voltada para o esporte, a cultura, a saúde mental e a inclusão de pessoas com transtorno do espectro autista. Ibrahim é filho do ex-vereador Mohamed Zaher. Com a definição das suplências, a chapa reúne a experiência de Ana Cristina na área da segurança pública e a trajetória política de Ibrahim Zaher no Legislativo municipal, fortalecendo a composição do MDB para a disputa ao Senado. fonte: Assessoria de imprensa Redação
Abertura do rodeio e shows de Mariana Fagundes e Natanzinho levam multidão à Exposul

A terceira noite da 52ª Exposul confirmou o sucesso da maior feira agropecuária de Mato Grosso. Milhares de pessoas lotaram o Parque de Exposições Wilmar Peres de Farias, em Rondonópolis, para acompanhar a abertura oficial do rodeio e os shows nacionais de Mariana Fagundes e Natanzinho. A programação começou com a cerimônia de abertura do rodeio, que reuniu autoridades, competidores, tropeiros e o público apaixonado pela tradição sertaneja. Em seguida, os peões entraram na arena para as primeiras montarias, proporcionando um espetáculo de técnica, coragem e muita emoção. Na sequência, a cantora Mariana Fagundes subiu ao palco e levantou o público com um repertório repleto de sucessos do sertanejo. Depois foi a vez de Natanzinho, um dos artistas mais aguardados da programação, comandar a festa com seus principais hits, transformando a arena em um grande coro e encerrando a noite em clima de celebração. Além das atrações na arena e no palco principal, os visitantes aproveitaram a estrutura da Exposul, com praça de alimentação, parque de diversões, estandes comerciais e espaços voltados ao agronegócio. A movimentação intensa reforça a importância da feira para a economia local, impulsionando o comércio, o setor de serviços e o turismo em Rondonópolis. A programação da 52ª Exposul segue até o próximo sábado (9), com entrada gratuita, rodeio profissional, atrações para toda a família e uma extensa programação voltada ao agronegócio. O encerramento da feira será em grande estilo, com o aguardado show nacional de Gusttavo Lima, um dos principais nomes da música sertaneja, que promete fechar a edição de 2026 diante de um grande público. Redação
Secretaria de Saúde garante atendimento à população durante a 52ª Exposul

EXPOSUL A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Rondonópolis também está presente na 52ª Exposul, com um Posto Municipal de Saúde preparado para atender toda a população que vai aproveitar a festa. A SMS preparou uma estrutura semelhante à de uma unidade básica, com equipe preparada para atendimentos de saúde. São médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais de apoio, que estão a postos para atender qualquer eventualidade. O Posto está localizado bem em frente ao parque de diversões, de fácil acesso e bem identificado. São ofertados no local serviços de hidratação, atendimento para mal-estar, serviços de curativo e acolhimento em geral. Márcio Sodré – Gabinete de Comunicação Social
Nível baixo do rio Vermelho deixa Defesa Civil em alerta em Rondonópolis

Rio Vermelho O nível das águas do Rio Vermelho está abaixo de um metro e, nesta quarta-feira (05), e ficou na marca dos 95 cm segundo medição feita pela Defesa Civil do Município que está acompanhado constantemente o movimentação do nível do rio para que a população não seja afetada. Segundo números apresentados pelo coordenador da Defesa Civil de Rondonópolis, Marcelo Cardinal, o nível está muito baixo e pede atenção redobrada das autoridades visto que no ano passado, neste mesmo período, as águas do rio Vermelho alcançavam 1,5 m, mais de meio metro mais cheio. Apesar da Defesa Civil ainda não ter emitido nenhum tipo de alerta para a população, Cardinal comentou que é interessante que os famílias utilizem a água de forma consciente para evitar no decorrer dos dias não seja necessário fazer nenhum tipo de racionamento na distribuição de água. O Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear), responsável pela captação, tratamento e distribuição da água no Município ainda não foi prejudicado, mas também segue atento caso o nível continue baixando dificultando o trabalho na estação de captação. Rafael Vicentini – Gabinete de Comunicação Prefeitura municipal DE Rondonópolis



