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Plano Agrícola e Pecuário revela distância entre volume anunciado e crédito que chega ao produtor

Política Agrícola O Plano Agrícola e Pecuário (PAP) vem, cada vez mais, perdendo participação relativa no financiamento da produção agropecuária, à medida que avançam instrumentos privados, linhas próprias das instituições financeiras e recursos dos próprios produtores. Mais do que diversificação das fontes, esse movimento evidencia a redução do espaço ocupado pelo crédito rural em condições favorecidas e uma maior dependência do setor de alternativas sujeitas às condições de mercado. Essa mudança revela um descompasso entre a evolução da agricultura brasileira e a política federal de crédito rural. Nas últimas décadas, o produtor ampliou investimentos em tecnologia, solo, sementes, fertilizantes, máquinas e manejo, elevando produtividade, produção e exportações. No entanto, o crédito oficial não acompanhou, na mesma proporção, o crescimento e a complexidade da atividade agropecuária. Esse cenário já aparece no início da safra 2026/27. Dos R$ 97,6 bilhões programados em linhas equalizáveis, modalidade em que o Tesouro Nacional cobre parte da diferença entre as taxas praticadas no mercado e os juros cobrados do tomador, apenas R$ 1,3 bilhão havia sido concedido no primeiro mês do ciclo. O dado revela uma largada marcada pela baixa execução desse mecanismo e pela forte presença dos instrumentos de mercado. Ao mesmo tempo, o estoque de Cédulas de Produto Rural (CPRs) alcançou R$ 580,8 bilhões em julho de 2026, distribuídos em 372 mil títulos. Somente naquele mês, foram registrados R$ 37,5 bilhões em novas emissões. No recorte divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária para pequenos e médios agricultores, as CPRs responderam por R$ 18,8 bilhões dos R$ 28,2 bilhões contratados em julho, o equivalente a 66,6%, enquanto o custeio convencional somou R$ 6,5 bilhões, ou 23%. Esses números demonstram a dimensão assumida pelos mecanismos privados no custeio da agropecuária. A expansão das CPRs mostra que o setor tem buscado alternativas para manter o ciclo produtivo, mas não significa que haja maior disponibilidade de capital nas mesmas bases oferecidas pelas linhas controladas e equalizadas. Quando os mecanismos tradicionais perdem relevância, a necessidade financeira permanece. O agricultor continua precisando antecipar valores para aquisição de insumos, plantio, operações, armazenagem e investimentos antes de obter receita com a comercialização da safra. Essa dependência se torna mais sensível em um ambiente de juros elevados. Com a Selic em 14% ao ano, o custo de captação continua alto, fazendo com que uma menor oferta ou execução das linhas favorecidas aumente a exposição dos produtores a operações mais próximas das taxas correntes do sistema financeiro. Nesse contexto, a discussão deixa de ser apenas sobre a existência de dinheiro disponível e passa a envolver preço, prazo, garantias e demais requisitos da contratação. Na prática, o produtor encontra mais dificuldade para acessar crédito sustentável do ponto de vista financeiro. Juros elevados, exigências de garantias mais rígidas e demora na análise e liberação das operações pressionam o planejamento da safra e podem levar à contratação de fontes mais caras para evitar a interrupção do ciclo produtivo, comprometendo ainda mais a margem líquida da propriedade. A deterioração da carteira rural reforça essa preocupação. Em julho de 2026, o saldo problemático das operações analisadas em Mato Grosso chegou a R$ 21,8 bilhões, equivalente a 20,3% da carteira. O indicador mostra que a transição para fontes mais sujeitas às taxas de mercado ocorre justamente quando parcela expressiva das operações já apresenta algum grau de deterioração ou risco. Em Mato Grosso, a composição do custeio da soja confirma essa transformação. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária IMEA, a fatia dos bancos com recursos federais caiu de 8,7% na safra 2024/25 para 5,1% na safra 2025/26. No mesmo período, o sistema financeiro, categoria que contempla linhas próprias das instituições, avançou de 30,4% para 35,4%, consolidando-se como principal origem dos valores destinados ao plantio. Já os recursos próprios dos agricultores passaram de 20,7% para 23,5%. Com isso, aumenta o peso do capital privado e do autofinanciamento, enquanto determinadas fontes federais perdem relevância. Essa alteração também exige cautela na forma como o Plano Safra é apresentado à sociedade. “Isso já está interferindo nas decisões para esta safra. A percepção que temos entre nossos associados é de uma safra com menor nível de tecnologia embarcada, justamente como forma de controlar o risco financeiro. O produtor passa a reduzir ou postergar investimentos em corretivos e fertilizantes e buscar insumos e tecnologias de menor custo. É uma decisão financeira que pode trazer como consequência uma redução do potencial produtivo das lavouras. Isso não surgiu agora. É consequência das dificuldades de crédito acumuladas nos últimos anos e que se agravaram nesta safra. A Aprosoja MT vem alertando sobre isso ciclo após ciclo” diz o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol. O anúncio de um grande montante global, isoladamente, não revela a dimensão efetiva da política pública destinada ao setor. Dentro desse total estão fontes com origens, taxas, prazos e regras distintas. À medida que instrumentos privados ocupam parcela maior do custeio da atividade, torna-se essencial separar o que representa efetivamente política pública com juros controlados ou equalizados daquilo que depende das condições correntes do sistema financeiro. Os números do início da safra reforçam essa diferença. No primeiro mês, as CPRs corresponderam a dois terços das operações contabilizadas pelo MAPA no recorte apresentado, enquanto a concessão das linhas equalizáveis ainda representava parcela reduzida do volume programado para 2026/27. Em Mato Grosso, paralelamente, diminuiu o peso das fontes federais no custeio da soja e aumentou a utilização de linhas próprias das instituições e do capital do próprio agricultor. Por isso, mais importante do que anunciar quanto estaria disponível para o produtor é demonstrar quanto efetivamente chega à propriedade rural, qual parcela corresponde à política pública, quais encargos são praticados e em que bases as operações estão sendo formalizadas. Os instrumentos privados têm papel relevante e ampliam as alternativas existentes. Seu crescimento, porém, não deve ocultar a perda de espaço das linhas tradicionais de política agrícola. Para quem produz, o valor anunciado não é necessariamente sinônimo de acesso efetivo. A eficácia do Plano Safra deve ser medida também pela capacidade de colocar recursos no campo

População estimada de Rondonópolis chega a 268.202 pessoas em 2026

FORÇA POPULACIONAL A cidade de Rondonópolis chegou a uma população estimada em 268.202 pessoas em 2026, segundo as estimativas da população, divulgadas nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados têm como data de referência o dia 1º de julho de 2026. A nova estimativa representa um crescimento de 1,70% em relação ao dado de 2025, quando Rondonópolis aparecia com 263.708 habitantes. Esse avanço é bem superior ao verificado no Brasil, que teve um crescimento populacional de apenas 0,37% em relação a 2025. Nisso, se enquadra no seleto grupo de municípios brasileiros com taxas de crescimento maiores que 1%. Em termos de Mato Grosso, Rondonópolis segue como o terceiro município mais populoso do estado, ficando atrás de Cuiabá (698.917 pessoas) e Várzea Grande (323.172). O município que aparece logo atrás de Rondonópolis é Sinop, agora com 231.452 habitantes. No Centro-Oeste, Rondonópolis figura como a oitava cidade mais populosa, atrás apenas de Brasília (DF), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Cuiabá, Aparecida de Goiânia (GO), Anápolis (GO) e Várzea Grande. Rondonópolis aparece à frente de cidades como Dourados (MS), com 266.950 pessoas, e Rio Verde (GO), com 244.881 pessoas. O estudo é um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios, além de referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos. O estado de Mato Grosso, por sua vez, aparece com uma população estimada em 3.950.330 pessoas, com um crescimento de 1,45% no ano.   Maiores populações em Mato Grosso: Cuiabá: 698.917 Várzea Grande: 323.172 Rondonópolis 268.202 Sinop: 231.452 Sorriso: 128.727 Tangará da Serra: 116.637 Lucas do Rio Verde: 99.291 Primavera do Leste: 99.053   GCOM GABINETE DE COMUNICAÇÃO PREFEITURA MUNICIPAL DE RONDONÓPOLIS Marcio Sodré      

Alessandra Ferreira lança oficialmente candidatura a deputada estadual em evento marcado por força política e emoção

  Lançamento reuniu governador Pivetta, Mauro Mendes, Gisela Simona, José Medeiros, Kalynka Meirelles, lideranças religiosas, apoiadores, amigos e familiares A candidata a deputada estadual Alessandra Ferreira (Podemos) realizou o lançamento oficial de sua campanha em Rondonópolis, em um evento marcado pela presença de importantes lideranças políticas de Mato Grosso, além de lideranças religiosas, apoiadores, amigos e familiares. A solenidade contou com a participação do governador Otaviano Pivetta, do candidato ao Senado Mauro Mendes, da candidata a vice-governadora na chapa de Pivetta, Gisela Simona, do candidato ao Senado José Medeiros e da candidata a deputada federal Kalinka Meireles. O evento também reuniu um grande número de apoiadores, que acompanharam o lançamento e demonstraram entusiasmo com a candidatura de Alessandra. Cláudio destaca parceria de vida Um dos momentos de destaque da noite foi o discurso do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, que iniciou sua fala ressaltando a parceria de vida e o companheirismo de Alessandra, sua esposa. Cláudio foi incisivo ao afirmar que sua gestão tem trabalhado para priorizar as necessidades essenciais da população, promovendo mudanças no município e aplicando os recursos públicos com responsabilidade. Ao defender a continuidade desse processo, o prefeito destacou a participação de Alessandra ao longo de sua trajetória política e administrativa. “Para a mudança continuar, vamos nos unir cada vez mais em prol dessas melhorias essenciais. A Alessandra faz parte dessa mudança, porque sempre trabalhou nos bastidores, ao meu lado, sugerindo e contribuindo, e deve continuar contribuindo muito mais nesse processo de mudança que atingirá todo o Estado de Mato Grosso.” Alessandra se emociona com apoio Visivelmente emocionada, Alessandra recebeu o carinho dos apoiadores desde sua chegada ao evento e durante toda a solenidade. Em sua fala, agradeceu a presença do público e destacou a importância daquele momento em sua trajetória. “Quero agradecer primeiro a Deus pela oportunidade de estar vivendo este momento tão especial e a todos vocês pelo carinho e pela parceria. Sem vocês, eu não teria este momento de alegria e também não teríamos uma festa tão linda. É uma grande oportunidade poder contribuir, como cidadã nascida em Rondonópolis, para promover políticas públicas de qualidade para todos.” A candidata também apresentou uma de suas principais propostas: fortalecer as mudanças que, segundo ela, já estão acontecendo em Rondonópolis e ampliar essa experiência para todo o Estado. “Nosso Estado precisa viver essas mudanças para melhorar ainda mais a vida dos mato-grossenses.” Com o lançamento oficial, Alessandra Ferreira inicia uma nova etapa de sua trajetória política, colocando seu nome na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O discurso apresentado durante o evento foi marcado pela defesa da continuidade das transformações em Rondonópolis e pela proposta de levar esse projeto para uma atuação em âmbito estadual. Redação: Marta Andrade