Encontro de Alikson Reis e Beto Dois a Um reúne mais de mil pessoas em Rondonópolis

RETA FINAL DAS ELEIÇÕES Por Gabriella Arantes Mais de mil pessoas participaram, na noite desta sexta-feira (25), do encontro “Amigos do Professor Alikson Reis”, realizado no Vieira Centro Eventos, em Rondonópolis. O evento reuniu amigos, lideranças, autoridades e apoiadores. Durante o encontro, o vereador Professor Alikson Reis (Podemos) destacou sua atuação política e a importância do grupo que o acompanha. Em seu discurso, ressaltou a parceria com os deputados Beto Dois a Um, Fábio Garcia e senadora Janaína Riva. Além disso, também defendeu uma política baseada em trabalho, lealdade e resultados. “Somos um dos vereadores que mais trabalha dentro dessa cidade, com muito empenho, com muita lealdade, honrando cada voto e cada compromisso. Eu e o meu time estamos lutando por um ideal, por um propósito, pela boa política e pela política de resultados. Quando me perguntaram se eu apoiaria um deputado sozinho, eu disse que não, porque eu tenho um grupo. E esse é o meu grupo. Nós não temos medo de colocar a cara a tapa e defender pessoas honestas, pessoas justas, que trabalham nos quatro cantos do estado de Mato Grosso. Falta pouco para a eleição e eu quero pedir que cada um aqui possa sair e buscar mais um, mais dois, mais três, para que possamos dar uma chuva de votos”, afirmou Alikson. Beto Dois a Um também falou aos participantes e destacou sua trajetória na vida pública e a defesa de uma atuação política baseada em honestidade e compromisso. “Eu chego com o peito aberto, com a cabeça erguida e com o coração cheio de alegria, porque eu me mantive leal, fiel às minhas ideias, aos meus ideais. Eu aprendi que na política é melhor falar a verdade, que política é lugar de ser honesto e de mudar a vida das pessoas. Eu tenho 12 anos de vida pública e não respondo a nenhum processo. Quero chamar Rondonópolis e todo o time do Alikson para a gente fazer um pacto por Rondonópolis, por Mato Grosso e pela boa política. Vale a pena ser correto, vale a pena ser honesto e vale a pena trabalhar os quatro anos”, afirmou Beto. Marcella Marchett, esposa do deputado federal Fábio Garcia, também participou do encontro. Rondonopolitana, ela falou sobre a relação da família com a cidade e destacou a trajetória de Fábio Garcia na vida pública. “Eu sou rondonopolitana, nascida, moro aqui. Minhas filhas estudam aqui, trabalham aqui, e minha família tem empresa em Rondonópolis há mais de 45 anos. Eu queria trazer um pouquinho do Fábio e prestar contas do trabalho que ele tem feito ao longo desses anos como pessoa pública. Ele teve a oportunidade de fazer parte do governo e ajudou a viabilizar investimentos importantes para Rondonópolis. Estou aqui pedindo o apoio de vocês para que a gente possa continuar prestando serviço, mostrando resultado e trabalhando junto com esse grupo de políticos que está entregando”, afirmou Marcella. Com a proximidade do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, o encontro reforçou a mobilização do grupo na reta final da campanha. fonte: Assessoria de imprensa Vereador Alikson Reis
Tragédia Sobre Rodas: Mato Grosso Registra Recorde Histórico e Tem a 2ª Maior Taxa de Mortes no Trânsito do País

TRÂNSITO Alavancado por mistura de álcool e direção, estradas saturadas pelo agronegócio e trechos urbanos violentos, estado soma mais de mil vidas perdidas em um ano e acende alerta máximo nas autoridades. CUIABÁ — O trânsito em Mato Grosso vive o seu momento mais crítico da última década. Dados oficiais consolidados do Mapa da Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, revelam que o estado atingiu o recorde de 1.045 mortes no trânsito ininterruptas em um único ano. Com o avanço das fatalidades, Mato Grosso consolidou a segunda maior taxa de mortalidade viária do Brasil, registrando 26,84 vítimas para cada 100 mil habitantes — ficando atrás apenas do Tocantins. O cenário de violência asfáltica reflete uma escalada contínua. Segundo o Anuário da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), as mortes no trânsito deram um salto de quase 50% em apenas quatro anos (saltando de 698 óbitos para o patamar atual). O acumulado de uma década assusta ainda mais: quase 8.000 pessoas perderam a vida em território mato-grossense no período, desenhando uma crise humanitária de segurança pública que mobiliza especialistas e órgãos de controle. O Gargalo Logístico: O Perigo nas BRs 163 e 364 Diferente de estados litorâneos ou puramente urbanos, Mato Grosso possui uma dinâmica de tráfego altamente complexa e perigosa. O estado é cortado por dois dos principais corredores logísticos do país: a BR-163 e a BR-364. Juntas, essas rodovias federais são as principais artérias para o escoamento de safras bilionárias de grãos e circulação de produtos industriais. O compartilhamento diário das pistas entre caminhões bitrens carregados e veículos de passeio cria um ambiente de altíssima pressão. A imprudência em ultrapassagens forçadas, o excesso de velocidade e o cansaço dos motoristas transformam essas rotas em cenários frequentes de colisões frontais gravíssimas. Usuários e especialistas cobram celeridade nas obras de duplicação e manutenção nos trechos mais críticos para tentar frear a letalidade das rodovias federais. Rondonópolis e o “Placar da Morte” no Interior A distribuição geográfica das fatalidades aponta que quase 40% da mortalidade do estado está concentrada em apenas cinco municípios polo. Entre eles, Rondonópolis destaca-se de forma alarmante, ocupando as primeiras posições do ranking de acidentes ao lado da capital Cuiabá, de Várzea Grande e de Sinop. Como um dos maiores entroncamentos rodoferroviários da América Latina, onde as próprias BR-163 e BR-364 se cruzam, Rondonópolis sofre com o impacto duplo: o tráfego pesado de carretas de longo curso e o fluxo intenso de motocicletas e veículos locais dentro de seu perímetro urbano. A combinação resulta em uma média severa de atendimentos de urgência que pressiona continuamente o sistema de saúde do município. No total do estado, a tendência de alta segue implacável, registrando uma média de 3 mortes por dia no trânsito. Álcool ao volante e o perfil das vítimas O principal fator humano por trás dessa tragédia coletiva foi detalhado em um relatório do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA). Mato Grosso ocupa a indigesta terceira posição nacional em taxa de mortes associadas ao consumo de bebidas alcoólicas e direção, registrando 426 óbitos diretamente ligados à embriaguez ao volante. O impacto hospitalar dessa imprudência também é severo: o estado computou 2.037 internações decorrentes da combinação de álcool e trânsito, gerando um indicador de 52,3 hospitalizações por 100 mil habitantes. As estatísticas desenham uma linha clara sobre quem são os maiores afetados: Gênero: Os homens são as principais vítimas da violência viária, representando 86,1% das mortes e 77,2% dos internados decorrentes de acidentes com álcool. Idade: A faixa etária produtiva, entre 30 e 64 anos, concentra a maioria absoluta dos óbitos (576 registros), seguida pelos jovens de 18 a 29 anos (259 mortes). Dias críticos: Os fins de semana concentram o maior perigo. A maior parte das mortes ocorre concentrada entre os domingos e as segundas-feiras. O Peso das Motocicletas O crescimento acelerado das frotas urbanas e o uso massivo de veículos de duas rodas nas cidades do interior impulsionam a gravidade dos acidentes. Os motociclistas já respondem por 40% do total de vidas perdidas no trânsito do estado. A falta de proteção adequada e a vulnerabilidade nas colisões com veículos maiores fazem com que os acidentes urbanos com motos deixem sequelas graves e permanentes em centenas de jovens trabalhadores mato-grossenses todos os meses. Para as autoridades de segurança, o freio nesta curva de mortes exigirá mais do que obras asfálticas: demanda a intensificação de operações da Lei Seca, o aumento de blitzes de bafômetro no interior e punições severas para conter a imprudência que continua dizimando famílias em Mato Grosso. Redação



