WhatsApp Image 2026-09-02 at 10.53.29
previous arrow
next arrow
OutubroRosa_1200x100
previous arrow
next arrow

Greve na Coder: trabalhadores cruzam os braços por atraso de salários e vale-alimentação

Servidores denunciam falta de pagamento, atraso superior a 70 dias no vale-alimentação e ausência de equipamentos de segurança para o trabalho.

Os trabalhadores da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) iniciaram, à 1h desta segunda-feira (16), uma greve geral por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada em assembleia realizada na última quarta-feira (11), na Câmara Municipal, diante da situação enfrentada pelos cerca de 600 servidores da empresa pública municipal, que denunciam atraso no pagamento de salários e do vale-alimentação.

A assembleia foi conduzida pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur). Segundo a entidade, a decisão pela paralisação reflete o desgaste acumulado entre os trabalhadores da companhia, muitos deles pais e mães de família que dependem diretamente da remuneração para garantir o sustento de seus lares.

De acordo com o sindicato, o salário referente ao mês de fevereiro ainda não foi pago. Pelo calendário da empresa, o pagamento deveria ter sido realizado até o quinto dia útil de março, o que não ocorreu até o momento.

Além disso, a categoria enfrenta mais de 70 dias de atraso no pagamento do vale-alimentação, benefício considerado essencial para garantir a alimentação das famílias dos servidores.

Outro ponto que preocupa os trabalhadores é a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) e de matéria-prima para a execução das atividades. Segundo relatos apresentados durante a assembleia, diversos profissionais estariam desempenhando suas funções sem os equipamentos adequados de segurança.

Diante desse cenário, a categoria também reivindica que a gestão municipal providencie a compra imediata de EPIs e de materiais básicos de trabalho, como enxadas, carriolas, cimento e combustível, garantindo melhores condições de trabalho e mais segurança nas atividades diárias.

Mesmo com a paralisação, o movimento segue o que determina a legislação, com a manutenção de pelo menos 30% do efetivo em atividade, assegurando a continuidade dos serviços considerados essenciais.

O sindicato afirma que a greve poderá ser suspensa assim que houver a regularização do pagamento do salário atrasado, a quitação dos dois vales-alimentação pendentes e a garantia de condições adequadas de trabalho para os servidores da companhia.

fonte : Assessoria SISPMUR

ERIK VALERIANO