ELEIÇÕES 2026
Candidato a deputado estadual pelo PSD afirma que o Estado precisa agregar valor às matérias-primas, fortalecer as vocações regionais e ampliar investimentos em saúde, educação, cultura, esporte e lazer
O médico Kleber Amorim, 49 anos, entra em uma nova disputa eleitoral como candidato a deputado estadual pelo PSD (Partido Social Democrático). Convidado pelo senador Carlos Fávaro, ele afirma estar à vontade na nova sigla e destaca a possibilidade de atuar com maior autonomia na defesa das pautas que considera prioritárias.
Ao falar sobre sua atuação política, Kleber afirma que não acredita em posições extremadas e defende que o debate público esteja concentrado nos problemas concretos enfrentados pela população.
Entre as principais propostas apresentadas pelo candidato está a diversificação da economia mato-grossense. Para ele, embora Mato Grosso seja um dos estados mais ricos e produtivos do país, ainda convive com profundas contradições sociais.
“Mato Grosso é um estado muito rico e pujante, mas é cheio de contradições. Rondonópolis também. Por que tanta riqueza permite ainda ter tantas pessoas em situação de miséria e até mesmo em situação de rua?”, questiona.
Na avaliação de Kleber, o Estado precisa estruturar sua economia também a partir das características e potencialidades de cada região. Ele cita o turismo como uma área com potencial de crescimento, mencionando destinos como Nobres, Poxoréu e o complexo Carimã, em Rondonópolis, que considera pouco aproveitado.
O candidato também defende o fortalecimento do artesanato e da agricultura familiar como alternativas para ampliar a geração de renda. Segundo ele, Mato Grosso possui diversos assentamentos que poderiam produzir mais, mas enfrentam dificuldades relacionadas à falta de crédito, assistência técnica e infraestrutura.
“Temos muitos assentamentos, mas muitos deles não produzem muita coisa, ora por falta de incentivo financeiro, ora por falta de apoio técnico, ou mesmo estrutural. Faltam estradas adequadas, pontes ou mesmo algo que garanta um público consumidor”, afirma.
Industrialização e agregação de valor
Na área econômica, Kleber defende que Mato Grosso avance na industrialização das matérias-primas produzidas no próprio Estado. Ele cita como exemplo a cadeia do algodão.
“Mato Grosso produz o melhor algodão do mundo, mas exportamos tudo para fora, para depois comprar a roupa pronta. Por que não dialogarmos com o setor produtivo, oferecer projetos bons e seriedade para deixar parte dessa produção no nosso Estado e passar a industrializar nossos produtos aqui mesmo?”, questiona.
A proposta, segundo ele, seria estimular a transformação das matérias-primas dentro do próprio Mato Grosso, criando novas etapas produtivas e, consequentemente, empregos e renda.
“Podemos fazer nosso algodão virar tecido e, em seguida, roupa, que será vendida no comércio local. Dessa forma, iremos gerar empregos na indústria e no comércio, ICMS, renda para o Estado, municípios e população”, argumenta.
Kleber também cita outras cadeias produtivas que, em sua avaliação, poderiam receber maior agregação de valor no Estado. Entre os exemplos estão a transformação do milho em álcool, da soja em margarina e óleo e da mandioca em fécula.
“Dessa forma agregamos valor e todos ganham”, resume.
Para o candidato, a atração de investimentos e a industrialização dependem de projetos estruturados e de segurança para o setor produtivo. Ele afirma que, com o aumento da arrecadação, o Estado teria mais capacidade para ampliar investimentos em áreas como saúde, educação, esporte, cultura e lazer.
A proposta apresentada por Kleber é de um modelo econômico que, além de manter a força do agronegócio, busque ampliar a industrialização, fortalecer os pequenos produtores e explorar o potencial turístico e econômico de diferentes regiões de Mato Grosso.
fonte; Assessoria de imprensa



