WhatsApp Image 2026-09-02 at 10.53.29
previous arrow
next arrow
OutubroRosa_1200x100
previous arrow
next arrow

A Copa do Mundo de Trump

Por Luiz Carlo Benitt Jornalista político O futebol insiste em afirmar que é apenas um esporte. A história, porém, demonstra exatamente o contrário. Em determinados momentos, a Copa do Mundo deixa de ser apenas um campeonato entre seleções e passa a refletir a própria ordem mundial. A edição de 2026 talvez seja o exemplo mais evidente dessa transformação. Pela primeira vez, o Mundial foi realizado em três países — Estados Unidos, México e Canadá — e inaugurou um novo formato, com 48 seleções e 104 partidas. Oficialmente, a FIFA apresentou a mudança como um avanço em favor da inclusão, da democratização e da expansão do futebol. Na prática, porém, consolidou o esporte como um dos negócios mais lucrativos do planeta. Os números impressionam. A FIFA encerrou o torneio com receitas próximas de US$ 9 bilhões e distribuiu a maior premiação da história da competição. Estádios lotados, audiências bilionárias e patrocinadores satisfeitos confirmaram o sucesso financeiro da entidade presidida por Gianni Infantino. Mas nem tudo pode ser medido em cifras. Enquanto o planeta acompanhava os dribles, os gols e a disputa pelo título, duas guerras continuavam produzindo destruição e mortes: o conflito entre Rússia e Ucrânia e a guerra na Faixa de Gaza. O contraste foi inevitável. De um lado, um espetáculo bilionário celebrado como símbolo da união entre os povos. Do outro, um mundo cada vez mais dividido, militarizado e incapaz de construir consensos. Nesse cenário, Donald Trump transformou a Copa em uma extensão de sua política externa. O presidente dos Estados Unidos compreendeu rapidamente o peso simbólico do evento e tratou de associar sua imagem ao torneio. Declarações sobre imigração, segurança de fronteiras, soberania nacional e interesses americanos fizeram da competição um palco permanente de manifestações políticas. A velha tese da neutralidade esportiva voltou, mais uma vez, a ser desmentida pelos fatos. A FIFA, por sua vez, preferiu preservar seus contratos comerciais a enfrentar os constrangimentos políticos. Repetiu uma estratégia já adotada em outras edições do Mundial: apresentar o futebol como um território neutro enquanto negociava diretamente com governos, corporações e chefes de Estado. Não há ingenuidade nessa postura. Há estratégia. O novo formato da Copa também merece reflexão. É inegável que a ampliação do número de participantes abriu espaço para países historicamente excluídos do maior evento do futebol mundial. Houve mais diversidade, novas histórias e maior representatividade continental. Ao mesmo tempo, a expansão revelou o outro lado da moeda: um calendário mais extenso, mais partidas, maior desgaste físico para os atletas e uma competição moldada, sobretudo, para ampliar receitas provenientes da televisão, da publicidade e dos direitos comerciais. A lógica econômica prevaleceu sobre a lógica esportiva. Dentro das quatro linhas, entretanto, o futebol ainda preserva sua capacidade de surpreender. A Espanha conquistou seu segundo título mundial ao derrotar a Argentina na final, consolidando uma geração talentosa, organizada e fiel a um projeto esportivo de longo prazo. França e Inglaterra completaram o pódio, reafirmando a força das tradicionais escolas do futebol europeu. Curiosamente, justamente quando a FIFA busca ampliar mercados e tornar o Mundial cada vez mais global, são as potências históricas que continuam levantando a taça. Talvez essa seja a principal contradição da Copa de 2026. A competição ficou maior, mais rica e mais globalizada. Mas também se tornou mais dependente dos interesses econômicos, da geopolítica e das disputas pelo poder internacional. O futebol continua emocionando bilhões de pessoas. Mas já não consegue esconder que também se transformou em instrumento de influência diplomática, propaganda política e afirmação econômica. A Copa do Mundo deixou de ser apenas da FIFA. E talvez essa seja a maior derrota do futebol.

Polícia Civil prende cinco suspeitos por sequestro, cárcere privado, tortura e organização criminosa em Pedra Preta

Cinco pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Civil de Mato Grosso, na noite de sábado (18), em Pedra Preta, suspeitas de envolvimento nos crimes de tortura, sequestro, cárcere privado e participação em organização criminosa. A ação contou com o apoio da Polícia Militar. Os presos são três homens, de 18, 23 e 25 anos, e duas mulheres, de 18 e 46 anos. A operação teve início após uma denúncia anônima informar que quatro mulheres, de 18, 19, 28 e 28 anos, estariam sendo mantidas em cárcere privado em uma residência do município. Segundo as informações, elas seriam submetidas ao chamado “salve”, punição imposta por facções criminosas a pessoas acusadas de desrespeitar regras da organização. Diante da gravidade da denúncia, equipes da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, foram até o local. Ao perceberem a chegada dos policiais, alguns suspeitos tentaram fugir pulando muros de imóveis vizinhos e ainda destruíram aparelhos celulares na tentativa de eliminar possíveis provas. Apesar da tentativa de fuga, cinco envolvidos foram localizados e presos. Em depoimento, as vítimas relataram que estavam sob vigilância desde a tarde de sábado e que eram mantidas por cerca de oito integrantes da organização criminosa. Elas afirmaram ainda que estavam sendo ameaçadas de sofrer agressões físicas como forma de punição por uma briga ocorrida anteriormente em um estabelecimento comercial da cidade. As quatro mulheres foram resgatadas sem lesões graves aparentes e encaminhadas para os procedimentos legais. Os cinco suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Pedra Preta, onde foram autuados em flagrante pelos crimes de tortura, sequestro, cárcere privado e organização criminosa. Após a lavratura do flagrante, a autoridade policial representou pela conversão das prisões em preventivas. O Poder Judiciário acolheu o pedido em relação a quatro investigados. No caso da suspeita gestante, a Justiça determinou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar. A Polícia Civil destacou que a rápida atuação das forças de segurança foi decisiva para interromper a ação criminosa e garantir a integridade das vítimas, reforçando o compromisso da instituição no enfrentamento às organizações criminosas e na proteção da população. fonte: Assessoria de imprensa PJCMT

Inscrições de animais para o 32º Torneio Leiteiro da Exposul se encerram hoje

A busca pelo tradicional “banho de leite” dos campeões da 32ª edição do Torneio Leiteiro, que acontece dentro da programação da 52ª Exposul, promete ser acirrada este ano, com os produtores trazendo o que há de melhor em seus plantéis para concorrer ao título e ao prestígio do mais clássico dos torneios de Mato Grosso. No entanto, a organização alerta para o encerramento das inscrições, que ocorre no próximo dia 20 de julho.   O diretor do Sindicato Rural de Rondonópolis, Leonardo de Freitas, que também participa do grupo que organiza o torneio leiteiro, explica que a formatação da disputa mantém o aspecto regional dos animais participantes. “Este ano, a nossa já tradicional competição contará com produtores da região: Rondonópolis, São José do Povo, Itiquira e Juscimeira, que trazem o que há de melhor em seus plantéis de animais para expô-los e também concorrer aqui na nossa competição”, disse.   O torneio leiteiro segue durante toda a feira, com as ordenhas válidas a partir de quarta-feira (05/08) até o sábado (08/08), quando serão realizados a final e o tradicional banho de leite na hora da premiação.   O organizador também alerta que os produtores interessados em participar do torneio leiteiro devem ficar atentos ao fim do período de inscrições, que se estende até o dia 20 de julho. Para se inscrever, basta procurar a secretaria do Sindicato Rural, no portão 04 do Parque Wilmar Peres de Farias, ou entrar em contato pelo número (66) 99956-5283.   Grade de shows: A linha de shows nacionais da 52ª Exposul contará com um espaço exclusivo para receber as atrações e terá entrada gratuita para a pista. As apresentações começam na segunda-feira (03/08), com Deive Leonardo; na terça-feira (04/08), haverá show regional; na quarta-feira (05/08), haverá show em dose dupla com o cantor Natanzinho Lima e, na sequência, com a cantora Mariana Fagundes; na quinta-feira (06/08), com Eduardo Costa. Na sexta-feira (07/08), ocorrerão mais dois shows: com Murilo Huff e com a dupla Zé Neto e Cristiano. Para fechar a festa, no sábado (08/08), haverá o show do “Embaixador” Gusttavo Lima.   Para aqueles que preferirem mais conforto e comodidade, a organização disponibiliza ingressos para a área VIP e camarotes, com valores a partir de R$ 80, pelo site Guichê Web e nos pontos físicos: Calçados Bandeirantes, West Country, loja TXC (Shopping), Padaria Vip e Sindicato Rural.   A 52ª Exposul é uma realização do Sindicato dos Produtores Rurais de Rondonópolis e conta com o apoio institucional do Senar MT, da Aprosoja, do Governo do Estado de Mato Grosso, da Prefeitura Municipal e da Câmara Municipal de Rondonópolis. fonte: Assessoria de imprensa SINDICATO DOS PRODUTORES RURAIS DE RONDONÓPOLIS CAIRO LUSTOZA